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    Cheia do rio Guaporé provoca morte de filhotes de tartarugas em Rondônia

    janeiro 20, 2026
    Cheia do rio Guaporé provoca morte de filhotes de tartarugas em Rondônia

    A cheia do rio Guaporé, em São Francisco do Guaporé, no interior de Rondônia, tem provocado a morte de filhotes de tartarugas de água doce ainda dentro dos ninhos. Com o avanço das águas, áreas que tradicionalmente permaneciam secas durante o período de incubação foram inundadas, fazendo com que centenas de filhotes morressem afogados antes mesmo de alcançar o rio.

    A região abriga o maior berçário natural de tartarugas de água doce do mundo e concentra, todos os anos, um intenso trabalho de monitoramento ambiental. Nesta temporada de nascimento, mais de 150 mil filhotes já foram soltos na natureza, apesar das perdas causadas pela cheia fora do padrão esperado.

    Mudanças no regime de chuvas afetam o ciclo reprodutivo

    Especialistas e moradores apontam que as alterações no regime de chuvas têm impactado diretamente o ciclo reprodutivo das tartarugas na Amazônia. O período de desova, que costuma ocorrer em datas previsíveis, sofreu atraso de quase dois meses em relação ao calendário tradicional. Essa mudança comprometeu o desenvolvimento dos ovos e aumentou a vulnerabilidade dos ninhos à elevação repentina do nível do rio.

    Com o alagamento das praias, os ovos que ainda estavam enterrados ficaram submersos por tempo suficiente para impedir a sobrevivência dos filhotes. Cada ninho pode abrigar mais de 100 tartarugas, o que amplia o impacto quando uma área inteira é tomada pela água.

    Diante do cenário, voluntários passaram a atuar diariamente no resgate das tartaruguinhas ainda dentro dos ninhos. O trabalho consiste em escavar cuidadosamente a areia das margens do rio, retirar os filhotes e levá-los para locais seguros até o momento da soltura.

    A mobilização é coordenada pela Ecovalle, associação sem fins lucrativos que atua há 26 anos na preservação da espécie, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Além dos integrantes da entidade, a ação tem reunido moradores da região, pescadores e turistas que decidiram ajudar ao perceber a gravidade da situação.

    “Estão pescadores, turistas, vieram e se sensibilizaram com essa situação e estão aqui ajudando a salvar filhotes, estávamos salvando o maior número possível que a gente conseguir”, conta o voluntário Zeca Lula.

    Monitoramento constante e adaptação das estratégias

    Para os responsáveis pelo acompanhamento ambiental, o episódio reforça a necessidade de atenção permanente às mudanças climáticas. O coordenador de Meio Ambiente, José Carrath Neto, destaca que o trabalho de preservação exige adaptação contínua às novas condições impostas pelo clima.

    “O grande aprendizado é que, ano após ano, a gente aprende que as condições climáticas na região acabam alterando alguns ciclos e nós precisamos estar atentos a essa mudança para que a gente possa criar métodos e estratégias para poder minimizar os impactos em relação à fauna, à vegetação”, explica.

    Segundo dados do Ibama, os esforços de proteção ao longo das últimas décadas têm apresentado resultados. O percentual de tartarugas que conseguem chegar à idade reprodutiva subiu de 1,5% para 3% desde o início das ações de preservação. Ainda assim, o índice é considerado baixo diante dos riscos enfrentados pela espécie.

    A médica veterinária Camila Ferrara, especialista em quelônios amazônicos da WCS Brasil, acompanha o trabalho na região há mais de 20 anos e ressalta que o problema observado no Guaporé não é um caso isolado. De acordo com ela, fenômenos semelhantes foram registrados em diversos rios da Amazônia durante o mesmo período.

    “Mas se esse fenômeno passar a acontecer todos os anos, a gente não vai ter a entrada de novos indivíduos na população, que é o que a gente chama de recrutamento”, alerta.

    Enquanto isso, o esforço coletivo segue como tentativa de reduzir as perdas imediatas. A cada filhote resgatado e devolvido ao rio, voluntários e técnicos buscam garantir a continuidade de um ciclo natural que, cada vez mais, depende da intervenção humana para sobreviver às mudanças do ambiente. A expectativa dos envolvidos é concluir a temporada com o maior número possível de solturas, mantendo o monitoramento e ajustando ações conforme o comportamento do rio. Guaporé.

    Fonte: G1
    Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/bebe-tartaruga-brasileiro-closeup-na-agua_26286045.htm

    Rio Guaporé
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