A temporada do futebol amador em Porto Velho já começou fora das quatro linhas. A Copa Amadorzão 2026 deu o primeiro passo com a realização do congresso técnico que reuniu representantes de 100 equipes da capital e dos distritos, formalizando regras, calendário e estrutura da competição. O encontro aconteceu na noite de quinta-feira e confirmou números que reforçam a dimensão do torneio: cerca de 2 mil atletas inscritos e quase oito meses de disputa nos campos de várzea da cidade.
O auditório da Assembleia Legislativa de Rondônia ficou lotado por dirigentes, treinadores e jogadores que acompanham o Amadorzão desde suas primeiras edições. Mais do que um evento burocrático, o congresso técnico funciona como ponto de encontro das comunidades envolvidas, reunindo times de bairros tradicionais da capital e de distritos como São Carlos e Jaci-Paraná. Para muitos, é o momento em que a expectativa se transforma em compromisso.
A edição 2026 começa oficialmente no dia 8 de março e segue até novembro. Ao longo desse período, serão realizadas 191 partidas, distribuídas em diferentes campos de Porto Velho e regiões próximas. A logística envolve arbitragem, organização de tabelas, transporte e acompanhamento disciplinar, um desafio recorrente em competições de grande porte no futebol amador. Ainda assim, a adesão crescente das equipes mostra que o esforço compensa.
Segundo o coordenador técnico do torneio, Francisco Erismar, o Amadorzão mantém a proposta de valorizar o esporte local e oferecer oportunidade de competição estruturada para atletas que não estão no futebol profissional. “Hoje vai até 32 equipes, a competição até agora”, afirmou, ao comentar sobre o formato e a abrangência do campeonato. A fala reflete a tentativa de equilibrar número de participantes e qualidade técnica ao longo da disputa.
Competição criada por lei e apoio da iniciativa privada
O Amadorzão foi instituído por lei estadual e, ao longo dos anos, se consolidou como uma das principais vitrines do futebol de várzea em Rondônia. O deputado estadual Marcelo Cruz, idealizador da competição, participou do congresso técnico e destacou o modelo de financiamento adotado nesta edição. De acordo com ele, os custos do campeonato são bancados por parceiros da iniciativa privada, o que garante a realização dos jogos e a premiação destinada às equipes finalistas.
O campeão do Amadorzão 2026 receberá R$ 25 mil. O valor é considerado relevante dentro do contexto do futebol amador e ajuda as equipes a custear despesas acumuladas ao longo da temporada. “É uma até 43 como este. Não tem até 11 25 mil reais”, declarou o parlamentar, ao enfatizar a importância do prêmio para os clubes participantes.
Apesar do incentivo financeiro, dirigentes e atletas costumam destacar que o principal retorno do Amadorzão não está no dinheiro. A competição funciona como espaço de afirmação para comunidades inteiras, que se organizam em torno dos times e acompanham os jogos como eventos locais. Em muitos bairros, as partidas de fim de semana se tornam o principal ponto de encontro dos moradores.
Entre as equipes que buscam protagonismo nesta edição está o Garra Corintiana, tradicional time da várzea de Porto Velho. Com oito anos de atuação e títulos em competições menores, o clube ainda persegue a conquista inédita do Amadorzão. O técnico Thiago Lemos reconhece a dificuldade, mas mantém a ambição. “A expectativa até 36 ganhar. A gente até 13 quiser”, afirmou, ao comentar sobre a preparação da equipe.
Outra equipe que chega confiante é a Aspromogg, representante da Gleba Garça. Com elenco mais experiente, o time aposta na regularidade para avançar nas fases decisivas. O presidente do clube, Mauricio Rui, destacou a evolução do grupo ao longo dos últimos anos. “A gente até 100 amadorzão. Nosso time até 37 grande. Vai ser até 42 ano”, disse, ao demonstrar otimismo em relação ao desempenho na competição.
Com início marcado, regulamento definido e participação recorde, o Amadorzão 2026 reforça seu papel no calendário esportivo de Porto Velho. Até novembro, a expectativa é de campos cheios, rivalidades locais e mais um capítulo da tradição do futebol de várzea, que segue revelando histórias, personagens e talentos longe dos holofotes do futebol profissional.
Fonte: SGC
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